“A Vida de Chuck” (2025), dirigido por Mike Flanagan, baseado na obra de Stephen King e que será lançado dia 04 de setembro nos cinemas brasileiros, trata-se de um filme multigênero, pois ele caminha entre o drama, o realismo mágico e a ficção científica. Tudo isso de uma maneira bastante brilhante.
Sinopse: À medida que o mundo se esvai, as memórias de Chuck revelam uma jornada íntima e reflexiva, onde a beleza da vida emerge da forma mais simples.
Neste filme, vemos no primeiro ato uma série de acontecimentos catastróficos que estão causando a destruição do planeta. No entanto, enquanto isso ocorre, a obra nos mostra diversas mensagens de agradecimentos como: “Obrigado, Chuck”. E somos apresentados à essas mensagens em diferentes lugares, sejam eles outdoors, placas, anúncios na televisão, frases nos céus e etc. E isso gera inicialmente uma grande curiosidade no espectador, fazendo-lhe perguntar “quem é o Chuck e por qual razão estão agradecendo ele, afinal?”
A partir dessa curiosidade, o filme consegue nos prender muito bem, nos mostrando de fato quem é o Chuck, através de uma narrativa muito bela e de exaltação da vida comum como extraordinária e da memória como construção poética.
O que me chamou bastante atenção em “A Vida de Chuck” são os diálogos. Os diálogos têm uma enorme riqueza e profundidade e gosto muito quando é construído uma narrativa de compreensão sobre nossas vidas e o cosmos com base no “calendário cósmico” proposto por Carl Sagan. Mas não somente isso, mas também na reflexão que o Sagan fez ao olhar pela primeira vez a imagem tirada pela Voyager da Terra como um “Pálido Ponto Azul” na imensidão cósmica. Todas as referências ao Sagan estão ali. Se você é fã dele, torna-se obrigatório você ver esse filme.
Gostei da atuação do Tom Hiddleston como Chuck e da atuação mirim do Benjamim Pajak, também como Chuck.
Não posso mentir, eu me emocionei bastante com o filme e principalmente com o final dele. Super recomendo! Assim como recomendo que você assista o vídeo que fiz no meu canal, onde abordo com mais profundidade essa adatação que Flanagan fez da obra de Stephen King. O vídeo está no final desse artigo.
